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sábado, 1 de maio de 2010

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Os 10 aeroportos mais apavorantes do mundo

Pistas de pouso curtas, estreitas e cercadas por montanhas, aterrissagem na areia da praia e aeronaves voando baixo enquanto cruzam ruas movimentadas. Esses aeroportos enchem de razão quem morre de medo de ir (e vir) pelos ares viajando de avião.

10 - Madeira
A pista fica entre uma montanha e o mar, na cidade portuguesa de Funchal, capital da turística ilha da Madeira. Fortes ventos, vindos de todas as direções, dificultam a aterrissagem, que só pode ser executada por pilotos experientes, com licença de voo especial. Ao sobrevoar a pista, é comum que os pilotos uma força ascendente, como se o avião não "quisesse" pousar.

A ponte com 180 colunas, construída para aumentar a extensão da pista, foi considerada uma das cem grandes obras da engenharia civil no século XX.

9 - Saint-Barthélemy
Nessa pequena pista do Caribe, só pousam aviões pequenos com capacidade para, no máximo, 20 passageiros. O piloto tem apenas 650 metros de asfalto para pousar e decolar e, ainda por cima, uma das extremidades da pista termina onde começa o oceano. Na praia, os banhistas são alertados, por placas, para não se aproximarem da cabeceira.

Apesar da fama de perigoso, o aeroporto só tem dois registros de acidente, em 1999 e 2001, no banco de dados da Aviation Safety Network, que cataloga desastres aéreos.

8 - Gibraltar A pista de 1.800 metros é curta para grandes aviões, e os freios são acionados assim que a aeronave toca o solo. Mas o que arrepia é notar que ela passa no meio da via mais movimentada desse minúsculo território britânico. Para evitar acidentes, o fluxo da avenida é interrompido a cada decolagem ou aterrissagem, mais ou menos como em vias bloqueadas para a passagem de trens.

É o aeroporto mais bem localizado do mundo em relação à cidade que ele atende. A distância até o centro de Gibraltar é de apenas 500 metros.

7 - Princesa Juliana
É difícil de acreditar, mas a foto acima é real. Não tem nada de montagem, não! Trata-se de mais um aeroporto caribenho com a pista acabando na beira da praia. Quando um avião se aproxima do Princesa Juliana, os turistas param tudo, seja para filmar e tirar fotos, seja para se esconder - as aeronaves chegam a passar a 10 metros da cabeça dos banhistas.

Inaugurado em 1942, durante a 2ª Guerra Mundial, é o segundo aeroporto mais movimentado do Caribe e, apesar do fluxo intenso de grandes aviões, nunca registrou acidentes.

6 - Barra A única sinalização para os pilotos é feita pelos faróis dos carros de vizinhos do aeroporto. Pensando bem, é até melhor manter a pista no escuro, para os passageiros não notarem a falta de asfalto! É isso mesmo: os pequenos aviões só tem a areia da praia para se locomover. Isso significa que a dificuldade para os pilotos está diretamente ligada ao nível da maré. Quanto mais areia coberta pelas águas, menos espaços para as manobras...

A torre de controle se comunica com os pilotos e também anuncia a chegada e saída de aviões, evitando atropelamentos.

5 - Juancho Yrausquin
os 400 metros de pista se estendem por um terreno elevado, à beira-mar, e se tornam mais perigosos por causa dos desfiladeiros rochosos nas cabeceiras. Em cada ponta da pista há um X desenhado, indicando que ela não comporta voos comerciais. A pista só comporta pequenos aviões particulares e, para seguir pousando e decolando no Juancho Yrausquin, os pilotos são submetidos a testes mensais.

É recomendável que os aviões pousem na Ilha de Saba com o tanque cheio, já que não há combustível de avião por lá.

4 - Adak
Rajadas de vento acima de 100 km/h castigam o aeroporto e os pilotos que encaram trabalhar nele. Como os constantes nevoeiros atrasam vários pousos, as aterrissagens tem que ser feitas com agilidade, assim que o mau tempo dá uma brecha. Desde a inauguração, em 1942, até 1997, era usado penas para operações militares.

No terminal de passageiros, uma placa que estampava "Bem-vindo a Adak, Alasca: a morada dos ventos" está quebrada pela metade - mas o recado continua dado...

3 - Courchevel
Para conhecer esse aeroporto, que dá acesso a uma estação de esqui nos Alpes, tem que ter muita grana ou muita perícia. Além de só receber voos particulares, a pista de Courchevel tem apenas 535 metros de comprimento e 40 metros de largura, medidas suficientes para dificultar a vida de qualquer piloto. Para completar, parte da pista é inclinada para ajudar a frear na hora do pouso e para acelerar os aviões na decolagem.

O aeroporto serviu de cenário para as gravações da sequência da abertura do filme 007: O Amanhã Nunca Morre.

2 - Shimla
Os 1500 metros de altitude são um pequeno inconveniente perto da névoa que cobre a pista durante cem dias do ano. Para piorar, a pista não tem iluminação no solo, chove demais na região e montanhas cercam o aeroporto or quase todos os lados. Por estar rodeado por paredões, pousos e decolagens têm que ser precisos - um pequeno erro na freagem ou na aceleração da aeronave e a colisão é certa.

A pista só recebe voos locais de aviões pequenos, com capacidade para, no máximo, 18 passageiros.

1 - Lukla
Quanto mais perto do céu, mais fácil deveria ser voar, certo? Nesse aeroporto, localizado a 2900 metros de altitude, a conversa é outra. O Lukla atende um publico bem específico - expedições rumo ao topo do Everest - e tem uma rotina rígida. Os alpinistas que voam para lá partindo de Katmandu só podem pousar durante o dia e com condições favoráveis, se não quiserem trombar com as montanhas antes da hora.

O neozelandês Edmund Hillary, primeiro a escalar o Everest, foi quem idealizou o aeroporto, recentemente batizado como Tenzing-Hillary em sua homenagem.

Fonte: Mundo Estranho – Fev/2010

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Top 10 Sobreviventes de Desastres Aéreos

10 - Tenente Martin Farkaš
Data do Acidente: 19/01/2006
Aeronave: Antonov An-24
Empresa Aérea: Slovak Air Force
Local: Hejce, Hungria
Passageiros e Tripulação: 43
Óbitos : 42
Causa: Erro do Piloto
O tenente Martin Farkas salvou-se da morte porque estava no banheiro do avião. Segundo as investigações, este fato salvou-lhe a vida junto aos outros 42 colegas que viajavam no avião Antonov sinistrado na Hungria em janeiro de 2006. Sofreu contusão cerebral e danos nos pulmões. Mesmo assim teve forças para chamar a sua mulher pelo celular minutos após o acidente. Ainda aturdido, explicou que o avião tinha caído e que devia avisar os serviço de emergência.
9 - James Polehinke
Data do Acidente: 27/08/2006
Aeronave: Bombardier Canadair Regional Jet (CRJ) CRJ-100ER
Empresa Aérea : Comair (d/b/a Delta Connection
Local: Aeroporto Blue Grass, Lexington, Kentucky
Passageiros e Tripulação: 50
Óbitos: 49
Causa: Erro do Piloto
O avião no qual trabalhava James Polehinke se espatifou em agosto de 2006 com 51 passageiros a bordo.
Morreram todos menos ele, que foi resgatado dentre a ferragem retorcida pelo pessoal do aeroporto de Blue Grass, em Kentucky (EUA).
Polehinke ficou gravemente ferido, cortaram-lhe a perna esquerda e sofreu danos cerebrais. Devido ao impacto, não recorda nada do que aconteceu.
8 - Foye Kenneth Roberts
Data do Acidente: 14/06/1943
Aeronave: B-17C Flying Fortress
Local: BAKERS CREEK , Australia
Passageiros e Tripulação: 41
Óbitos: 40
Causa: desconhecido
Por razões de segurança militar e morais, este incidente foi abafado durante muitos anos pelo exercito americano e pelas autoridades civis da Austrália.
O avião levava 41 americanos em serviço para 10 dias de férias.
O avião decolou em meio a neblina até a altitude 300 pés.
Em poucos minutos a aeronave pegou fogo em pleno ar, e mergulhou em meio as árvores, umas de suas asas se desprendeu, abrindo um grande buraco na fuselagem por onde a maioria dos passageiros acabaram por ser jogados para fora antes do impacto final.
O único sobrevivente foi Foye Kenneth Roberts.
Foye sofreu lesões cerebrais que não foram diagnosticadas na época do acidente e acabou por ficar sem se comunicar durante muitos anos, somente após uma cirurgia cerebral retomou sua voz.
Foye não tinha lembranças do acidente.
Foye veio a falecer em fevereiro de 2004.
Outro fato importante é que mesmo hoje em dia, este ainda é o pior acidente da história da Austrália.
7 - Sergei Petrov
Data do Acidente: ?/12/1997
Aeronave: ?
Local: ?
Passageiros e Tripulação: ?
Óbitos: 85
Causa: ?
Em dezembro de 1997, um vôo charter procedente de Tajiquistão se espatifou contra as dunas do deserto nos Emirados Árabes.
Morreram os 85 ocupantes e só se salvou o co-piloto, de 37 anos, graças a que a cabine foi a parte que menos danos sofreu.
As investigações determinaram que ele se salvou porque seu assento foi o único que não se soltou com o impacto.
6 - Erika Delgado
Data do Acidente: 13/01/1995
Aeronava: DC-9
Empresa Aérea: Intercontinental airlines
Local: Maria La Baja, 500 milhas ao nordeste de Bogota
Passageiros e Tripulação: 52
Óbitos: 51
Causa: descohecida
Em 13 de janeiro de 1995, um DC-9 com 52 pessoas a bordo caiu na localidade de Maria La Baja, Colômbia, quando se dirigia a Cartagena.
Uma menina de dez anos chamada Erika Delgado foi a única sobrevivente.
Um fazendeiro da zona resgatou-a do avião após ouvir seu choro. A menina estava consciente e só tinha quebrado um braço.
5 - George Lamson, Jr.
Data do Acidente: 21/01/1985
Aeronave: Lockheed Electra 188
Local: Reno, Nevada
Passageiros e Tripulação: 71
Óbitos: 70
Causa: Erro do Piloto e Equipe de terra
Depois de um fim de semana esquiando, George Lamson de 17 anos, tomou assento ao lado do pai na primeira fila da cabine do avião, logo atrás do anteparo.
Quando o avião começou a tremer a asa direita, uma curva a direita foi feito a partir de um péssimo conselho e nesse momento o avião começou a meergulhar.
Lamson puxou os joelhos para o peito no momento em que o avião bateu no chão.
A força da batida arrancou a poltrona de Lamson da fuselagem e ele foi foi catapultado para fora da aeronave, ele acabou caindo no meio da estrada um pouco acima e a direita do local do acidente, Lamson ainda estava preso ao seu cinto de segurança.
Ele se soltou do cinto de segurança e correu até para fora da estrada até um terreno próximo, enquanto o avião explodia.
Inicialmente três pessoas sobreviveram ao acidente, incluindo o pai de Lamson, mas elas acabaram por falecer posteriormente.
Algum tempo depois, foi determinado que a provavel causa do acidente foram as falhas do piloto e do co-piloto em controlarem a direção e a velocidade da aeronave.
4 - Mohammed el-Fateh Osman
Data do Acidente: 08/07/2003
Aeronave: Boeing 737
Operadora: Sudan Airways
Local: Porto Sudão
Passageiros e Tripulação: 116
Óbitos: 115
Causa: desconhecido
Por volta de 10 minutos após a decolagem, o piloto entrou em contato com a torre de controle e avisou sobre um problema com a turbina um.
O piloto desligou a turbina e avisou a torre que estava retornando ao aeroporto.
10 minutos depois, a aeronave caiu em uma encosta enquanto tentava um pouso de emergência, matando 115 pessoas e deixando o pequeno Mohammed el-Fateh Osman de apenas 3 anos como o único sobrevivente.
A criança foi encontrada machucada e deitada sobre uma árvore. A mãe da criança estava entre as vítimas do acidente.
Mohammed perdeu parte de uma perna e recebeu tratamento contra queimaduras graves.
3 - Vesna Vulović
Data do Acidente: 26/01/1972
Aeronave: McDonnell-Douglas DC-9
Operadora: Jugoslovenski Aero transport
Causa: Bombing
Local: Hinterhermsdorf , East Germany
Passageiros e Tripulação:28
Óbitos: 27
O caso desta aeromoça sérvia é rodeado de mistério.
Vesna Vulovic ainda conserva o recorde Guinness da pessoa que sobreviveu a maior queda sem para-quedas, após sair com vida do acidente que precipitou o avião ao solo desde 10.000 metros de altura em janeiro de 1972.
Morreram 27 pessoas.
Um homem tirou Vesna com vida dentre os restos do aparelho, e apesar das terríveis feridas, conseguiu sobreviver e hoje é uma espécie de heroína nacional na Sérvia.
Recentemente foram publicadas algumas informações que asseguravam que o avião voava a baixa altura e foi derrubado pelo exército checo.
2 - Cecelia Cichan
Data do Acidente: 16/08/1987
Aeronave: McDonnell Douglas MD-82
Operadora : Northwest Airlines
Local: Romulus, Michigan
Passageiros e Tripulação: 155
Óbitos: 154 – 2 pessoas na terra também foram mortas
Causa: Erro do Piloto
Cecelia tinha 4 anos quando seu avião caiu no oeste de Detroit (EUA), em agosto de 1987.
Dos 155 passageiros a bordo só ela sobreviveu.
As equipes de resgate encontraram-na amarrada em seu assento a vários metros dos restos do avião, próxima dos corpos de sua mãe, seu pai e seu irmão de seis anos.
Os investigadores não encontraram explicação.
Após superar o trauma, formou-se em pscologia.

1 - Juliane Köpcke
Data do Acidente: 24/12/1971
Aeronave: Lockheed Electra L-188A
Local: Puerto Inca, Peru
Passageiros e Tripulação: 92
Óbitos: 91
Causa: Erro Humano e falha estrutural possivelmente causada por um raio
A história de Juliane Köpcke já rendeu dois filmes e recorda muito o argumento de "Lost".
Em 24 de dezembro de 1971, o avião no qual viajava se desintegrou em pleno ar com 93 passageiros a bordo (morreram todos).
Juliane, que tinha então tinha 17 anos, foi arremessada junto a seu assento e caiu sobre as frondosas copas das árvores do Amazonas, que amorteceram a queda.
Quando acordou, após várias horas inconsciente, estava no chão, sentada sobre sua poltrona e no meio da selva.
Durante dias encontrou os restos do avião e dos passageiros mortos estendidos ao longo de muitos quilômetros.
Após nove dias vagando pela selva foi encontrada por um camponês.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

As 10 Maiores tragédias da aviação mundial

1º. Vôo KLM 4805 e Vôo Pan Am 1736
Colisão dos dois aviões no famoso episódio de Tenerife.
Data: 27 de Março de 1977
Mortes: 583 pessoas

2º. Japan Airlines Vôo 123
A aeronave da Japan Airlines, bateu no Monte Takamagahara à 100 km de Tóquio.
Data: 12 de Agosto de 1985
Mortes: 520 pessoas

3º. Vôo Saudia 763 e Vôo Kazakhstan Airlines 1907
O avião da Saudi Arabian Airlines colidiu em pleno ar com o Vôo Kazakhstan Airlines 1907.
Data: 12 de novembro de 1996
Mortes: 349 pessoas

4º. Vôo TK981
Partindo de Istanbul voando para Paris e Londres, o avião teve problema na porta de carga traseira esquerda, despresurizando e matando os passageiros.
Data: 3 de Março de 1974
Mortes: 346 pessoas

5º. Vôo 181/182 da Air Índia

O vôo 181/182 de Air India, um Boeing 747 voava sobre o Oceano Atlântico quando uma explosão ocorreu no compartimento de carga, causando uma rápida descompressão
Data: 03 de Março de 1985
Mortes: 329 pessoas

6º. Lockheed L1011-100 Tristar da Saudi Arabian
Explosão de um avião Lockheed L1011-100 Tristar da Saudi Arabian AL após pouso de emergência - provocado por um incêndio dentro da aeronave - em Riad, na Arábia Saudita.
Data: Agosto de 1980
Mortes: 301 pessoas

7º. Vôo Iran Air 655
Vôo Iran Air 655 derrubado por um míssil anti-aéreo.
Data: 03 de Julho de 1998
Mortes: 290 pessoas

8º. Douglas DC-10-30 da Air New Zealand
Problemas no controle de altura causam a queda do avião Douglas DC-10-30 da Air New Zealand na parte baixa do Monte Erebus, sul da Antártica, durante uma tempestade de neve.
Data: Novembro de 1979
Mortes: 257 pessoas

9º. Douglas DC-10-10 da American Airlines
Um avião Douglas DC-10-10 da American Airlines cai após problemas na decolagem no aeroporto americano de Chicago.
Data: Maio de 1979
Mortes: 272 pessoas

10º. Atentado de Lockerbie

Explosão de uma bomba por terroristas líbios dentro de um Boeing 747-121 da Pan American World Airways mata todas as 259 pessoas a bordo da aeronave. Outras 13 morrem com a queda de destroços sobre a cidade de Lockerbie, na Escócia.
Data: 21 de Dezembro de 1988
Mortes: 272 pessoas

Fonte: Desastres Aéreos

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Tinha que ser ….

 

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Finalmente conseguiu ……

Ivan entra dentro de um “avião”.

Sem nenhum ferimento (piloto) escapa ileso.

sábado, 18 de julho de 2009

Exclusivo - O relato de quem estava a bordo do vôo 7459

 

b4f64b76829d"Saímos atrasados de Buenos Aires. O motivo, confirmado somente por comentários, seria uma zona de zona de turbulência na cordilheira dos Andes, pelo qual o avião teve que passar ao vir de Santiago do Chile. Aproximadamente meia hora antes da chegada a Porto Alegre, no início dos trabalhos para a aterrissagem, começamos a sentir fortes balanços. Até aí tudo bem. Estavam fortes, mas sem maiores preocupações. Isto, contudo, até o momento em que um raio teria atingido a aeronave. Uma senhora gritou, ficou muito nervosa e relatou que sentiu um calor forte. Ela estava numa poltrona da janela mais ao fundo do avião. Todos os passageiros, inclusive eu, levaram um susto muito grande com o estouro do raio. Pensei que tinha partido algo no avião. A partir deste momento foi um desespero total. A turbulência aumentou, não tínhamos nenhuma visibilidade e a aeronave descia muito rapidamente. Foram momentos de muita apreensão.

Próximo da pista tínhamos a certeza que não havia como aterrissar. Estávamos com uma velocidade muito alta, se via a pista com muita água e vínhamos como uma cobra, afinal o avião balançava para todos os lados pelo vento. Tínhamos a certeza que o piloto [Dickson Armando Ferreira] estava tendo muita dificuldade para controlar o avião. Em cima da pista o comandante resolveu arremeter. E por duas vezes. O maior susto foi na primeira. Foi uma ação muito forte. Muitos passageiros ficaram bem nervosos. Uma menina passava mal. Outros choravam. Foram uns dez minutos, mas os mais longos que até hoje passei. Sentimos que o comandante fez a manobra correta. Ele nos informava de tudo que estava acontecendo. Já no momento do raio o comandante informou que não teve problemas, que é normal, etc... Deve ser alguém com muita experiência. Demonstrava tranquilidade, mas na tripulação notávamos que alguns estavam bem apreensivos, tanto que uma das aeromoças, acredito, foi tirada do trabalho pois estava muito nervosa.

Quando chegamos a Florianópolis o comandante nos informou que retornaríamos sem problemas, o que realmente aconteceu. Como não era possível descer, por ser um vôo internacional, as pessoas caminhavam no corredor. Foi quando apareceu o comandante para explicar o que havia ocorrido. Sentenciou o piloto: "É melhor chegar atrasado nesta vida do que adiantado na outra". Foi muito aplaudido. Ao chegar em Porto Alegre, em segurança, às três da manhã, mais aplausos a bordo do dramático vôo 7459 da Gol". (O depoimento é do empresário porto-alegrense Gilmar Machado, exclusivamente escrito para o Blog da MetSul, relatando as tentativas de pouso sob mau tempo no Aeroporto Salgado Filho no começo da madrugada de terça-feira)

Autor: Alexandre Amaral de Aguiar
Publicado em 09/07/2009 00:25

domingo, 12 de julho de 2009

A TRAGÉDIA EM TENERIFE (mega post)

O maior acidente da história da aviação comercial.

Em um domingo, 27 de março de 1977, as 17:06 hs (hora local), ocorreu a maior tragédia da história da aviação comercial, excetuando aquelas com vítimas atingidas no solo, no aeroporto de Los Rodeos, na Ilha de Tenerife no Arquipélago das Canárias, quando 583 pessoas perderam a vida e 61 ficaram feridas.

O acidente que envolveu dois jatos jumbos B-747, um deles pertencente a empresa holandesa Royal Dutch Airlines (KLM) e o outro da Pan American World Airways (PanAm) americana, ocorreu na única pista de pouso disponível daquele aeroporto, quando o jato da KLM ao tentar decolar sob forte nevoeiro e sem autorização da torre de controle, colidiu com o avião da PanAm que taxiava na mesma pista.


A Ilha de Tenerife

Tenerife é a maior das sete ilhas do Arquipélago das Canárias, situada no Oceano Atlântico, muito próxima à costa africana, com cerca de 2.034 Km2 de superfície. Um dos primeiros relatos sobre as ilhas do arquipélago vem de Plínio, no século I, que narra a expedição enviada pelo rei Juba às ilhas, de onde foram trazidos enormes cães nativos, dos quais deriva o nome do arquipélago: "Canárias" derivado do latim "cane" (de cão). A conquista pelos europeus se deu ao longo do século XV. Atualmente possui cerca de 700.000 habitantes, sendo um dos pontos turísticos mais visitados da Espanha.

Tenerife é a maior ilha do Arquipélago das Canárias


O Aeroporto de Tenerife Norte - Los Rodeos

O aeroporto de Los Rodeos, hoje rebatizado como Tenerife Norte (IATA: TFN, ICAO: GCXO) está situado na parte setentrional da ilha de Tenerife,  a cerca de 11 km por estrada da cidade de Santa Cruz de Tenerife e é um dos dois aeroportos internacionais da ilha. É usado usado para vôos entre as ilhas do arquipélago e oferece conexões à península espanhola, Europa e América do Sul.

O aeroporto Tenerife Norte é menos conhecido e muito menos utilizado por viajantes estrangeiros. A maioria dos turistas não espanhóis chegam às Canárias via Aeroporto Tenerife Sul.

Mais detalhes:

Localização: Cidade de Santa Cruz de Tenerife, na ilha Tenerife, no Arquipélago das Canárias, Espanha

Nome: Aeroporto Tenerife Norte (Los Rodeos) - (IATA: TFN, ICAO: GCXO)

Outros detalhes

Tipo: Airoporto (Aeródromo, Campo de Pouso)

Uso: Oficial/Civil

Latitude: 28°28'58"N (28.482653)

Longitude: 16°20'30"W (-16.341536)

Referência: WGS 1984

Altitude: 2073 ft (632 m)

Pistas: 1 com 11.155 ft × 148 ft (3.400 m × 45 m)

Hora local: UTC+0 (DST+1)

O Aeroporto de Tenerife Norte (Los Rodeos) ao norte da ilha

Vista aérea do Aeroporto


Os aviões

Acima, o Boeing da Pan Am no Aeroporto Heathrow (LHR/EGLL), em Londres, em 24 de Abril de1970

Aeronave 1

Tipo da aeronave: Boeing 747-121

Empresa aérea: PAN AM

Prefixo: N736PA

Apelido: Clipper Victor

Passageiros: 382

Tripulação:14

Sobreviventes: 61

Acima, o Boeing da KLM no Aeroporto Schiphol (AMS/EHAM), em Amsterdã, Holanda, em 1972

Aeronave 2

Tipo da aeronave: Boeing 747-206B

Empresa aérea: KLM - Royal Dutch Airlines

Prefixo: PH-BUF

Apelido: Rijn (Rio Rino)

Passageiros: 234

Tripulação: 14

Sobreviventes: 0

sábado, 4 de julho de 2009

Único sobrevivente: dez casos incríveis

Só 14 anos e toda uma vida pela frente para se perguntar por que foi a única sobrevivente entre os 153 passageiros do acidente do avião da Air Yemenia que caiu no oceano Índico. Nos últimos cinquenta anos, as pessoas que se converteram em únicos sobreviventes de um acidente destas características mal superam a dezena. Esta é uma compilação dos dez casos mais conhecidos:

 

 

  • James Polehinke, salvo entre as ferragens (2006)
    O avião no qual trabalhava James Polehinke se espatifou em agosto de 2006 com 51 passageiros a bordo. Morreram todos menos ele, que foi resgatado dentre a ferragem retorcida pelo pessoal do aeroporto de Blue Grass, em Kentucky (EUA). Polehinke ficou gravemente ferido, cortaram-lhe a perna esquerda e sofreu danos cerebrais. Devido ao impacto, não recorda nada do que aconteceu.
  • Erika Delgado, outra menina milagre (1995)
    Em 13 de janeiro de 1995, um DC-9 com 52 pessoas a bordo caiu na localidade de Maria La Baja, Colômbia, quando se dirigia a Cartagena. Uma menina de dez anos chamada Erika Delgado foi a única sobrevivente. Um fazendeiro da zona resgatou-a do avião após ouvir seu choro. A menina estava consciente e só tinha quebrado um braço.
  • Martin Farkas, salvou-se por estar no banheiro (2006)
    O tenente Martin Farkas salvou-se da morte porque estava no banheiro do avião. Segundo as investigações, este fato salvou-lhe a vida junto aos outros 42 colegas que viajavam no avião Antonov sinistrado na Hungria em janeiro de 2006. Sofreu contusão cerebral e danos nos pulmões. Mesmo assim teve forças para chamar a sua mulher pelo celular minutos após o acidente. Ainda aturdido, explicou que o avião tinha caído e que devia avisar os serviço de emergência.
  • Cecelia Cichan, encontrada junto a seus pais (1987)
    Tinha 4 anos quando seu avião caiu no oeste de Detroit (EUA), em agosto de 1987. Dos 155 passageiros a bordo só ela sobreviveu. As equipes de resgate encontraram-na amarrada em seu assento a vários metros dos restos do avião, próxima dos corpos de sua mãe, seu pai e seu irmão de seis anos. Os investigadores não encontraram explicação. Após superar o trauma, formou-se em pscologia.
  • Vesna Vulovic, a aeromoça que caiu do céu (1972)
    O caso desta aeromoça sérvia é rodeado de mistério. Vesna Vulovic ainda conserva o recorde Guinness da pessoa que sobreviveu a maior queda sem para-quedas, após sair com vida do acidente que precipitou o avião ao solo desde 10.000 metros de altura em janeiro de 1972. Morreram 27 pessoas. Um homem tirou Vesna com vida dentre os restos do aparelho, e apesar das terríveis feridas, conseguiu sobreviver e hoje é uma espécie de heroína nacional na Sérvia. Recentemente foram publicadas algumas informações que asseguravam que o avião voava a baixa altura e foi derrubado pelo exército checo.
  • Phai Bun, um vietnamita com sorte (1997)
    Em novembro de 1997, o vôo 815 da Vietnã Airlines caiu quando se aproximava do aeroporto de Phnom Penh, no Camboja. Dos 66 ocupantes, 65 morreram no ato. O único sobrevivente foi um garoto vietnamita chamado Phai Bun. Minutos após o acidente dezenas de pessoas chegaram até os restos do avião para roubar qualquer objeto de valor. Alguém encontrou o garoto.
  • Juliane Köpcke, um assento na selva (1971)
    A história de Juliane Köpcke já rendeu dois filmes e recorda muito o argumento de "Lost". Em 24 de dezembro de 1971, o avião no qual viajava se desintegrou em pleno ar com 93 passageiros a bordo (morreram todos). Juliane, que tinha então tinha 17 anos, foi arremessada junto a seu assento e caiu sobre as frondosas copas das árvores do Amazonas, que amorteceram a queda. Quando acordou, após várias horas inconsciente, estava no chão, sentada sobre sua poltrona e no meio da selva. Durante dias encontrou os restos do avião e dos passageiros mortos estendidos ao longo de muitos quilômetros. Após nove dias vagando pela selva foi encontrada por um camponês.
  • Neil James Campbell, caiu sobre o mar (1973)
    O vôo 816 da PanAm caiu em julho de 1973 logo após decolar de Auckland, na Nova Zelanda. Poucos segundos após levanta voo o avião precipitou-se sobre o mar e morreram 78 de seus 79 ocupantes. Do único sobrevivente sabe-se que se chamava Neil James Campbell e que viajava na classe turística.
  • Francesca Lewis, salva pelas malas (2007)
    O acidente de Francesca Lewis não foi em um grande avião comercial, senão em um Cessna que se espatifou contra um vulcão no Panamá no ano 2007. Os outros três ocupantes do aparelho morreram no acidente, mas Francesca conseguiu sobreviver ao impacto e a vários dias na selva graças a que as malas caíram sobre ela e a protegeram do frio.
  • Sergei Petrov, a sorte do copiloto (1997)
    Em dezembro de 1997, um vôo charter procedente de Tajiquistão se espatifou contra as dunas do deserto nos Emirados Árabes. Morreram os 85 ocupantes e só se salvou o co-piloto, de 37 anos, graças a que a cabine foi a parte que menos danos sofreu. As investigações determinaram que ele se salvou porque seu assento foi o único que não se soltou com o impacto.